Arquivo de ‘ Curiosidades

Matt Mullenweg na Latinoware 2008 02 Novembro 2008 às 9:43 pm por Rodrigo Ghedin

Digamos que, hipoteticamente, você jogue futebol, e goste muito do esporte. Pode ser amador ou profissional, ganhar a vida com isso ou simplesmente jogar a sagrada pelada semanal, não importa. Neste cenário, imagine ser convidado para conhecer um cracaço do futebol, como Pelé, ou Ronaldo Fenômeno (pré-2006, que fique claro). Conseguiu imaginar? Então você já deve ter alguma noção da felicidade que tive quando recebi um convite, da Cátia Kitahara, para conhecer pessoalmente Matt Mullenweg.

Matt quem? Se você, caro usuário de WordPress, não conhece esse nome, envergonhe-se de tamanha blasfêmia! eu conto quem é. Matt criou, a partir do finado b2 e com a ajuda de Mike Little, o WordPress. Isso aí: Matt é o criador e homem forte da Automattic, a empresa criada em 2005 para gerir os projetos da trupe.

O encontro ocorreu dentro da Latinoware 2008, mega-evento de software livre, em Foz do Iguaçu, Paraná. Matt chegou ao Brasil na quinta-feira, fez tours, tomou seis (!) caipirinhas sexta à noite, mas conseguiu chegar inteiro sábado de manhã, a tempo de conferir a palestra dos caras do MinC - que eu e a Cátia, infelizmente, perdemos.

Curto e grosso: Matt é gente finíssima. Estávamos meio receosos, pois a Cátia havia dito que, baseada em entrevistas dele que tinha visto, já que ela também não o conhecia pessoalmente, Matt era meio fechadão, quase monossilábico. Felizmente ele é exatamente o oposto disso. Aliás, no happy hour que rolou na malfadada lanchonete-fim-de-festa da Latinoware, Matt nos disse que adota essa postura quando fala com a imprensa. Aliás, a repórter do UOL, para quem ele concedera uma entrevista momentos antes, recebeu muitas respostas curtas - segundo o próprio Matt :D .

Como dito, eu e a Cátia nos desencontramos com uma turma do Rio Grande do Sul que nos daria carona, e dali até pegar um ônibus normal e chegar no PTI (Parque Tecnológico de Itaipu), demorou tempo suficiente para pegarmos apenas o final da palestra do MinC. Matt estava lá, compenetrado em seu Sony Vaio, até porque a palestra era em português, e do nosso idioma, ele só se arrisca dizer coisas como “obrigado”, “tchau”, “bom dia” e “até breve”. Depois disso, Frank, da organização da Latinoware, nos apresentou formalmente, e dali fomos para uma sala reservada, onde rolou um bate-papo bem variado, com perguntas e curiosidades do desenvolvimento, e uma demonstração, em primeira mão, do WordPress 2.7 Beta 1. O pessoal do MinC filmou boa parte do bate-papo, mas como ainda não recebi fotos e vídeos deles, vou ficar devendo por ora.

Matt fala inglês e arranha um pouco de espanhol, de modo que mantivemos o inglês como idioma oficial dos bate-papos. Momento diarinho: foi minha primeira experiência usando o inglês “pra valer”, fora do ambiente educacional. Entendi boa parte, consegui me comunicar, de modo que deu para aproveitar o encontro em sua quase totalidade.

Depois do bate-papo, fomos para a palestra que estava na programação da Latinoware. A propósito, entenda por “fomos” como sendo eu, Cátia, Daniel Pádua, Felipe, Eduardo (ambos da Ethymos), Guilherme e Murilo (do MinC). Essa foi a turma do WordPress na Latinoware, com direito até a stand improvisado, ao lado do da UOL.

A palestra do Matt era sobre alto desempenho em WordPress. Ele deu dicas básicas, conhecidas dos heavy users de WordPress, como instalar plugins de cache (ele usa e recomenda o WP Super Cache), e otimizar o lado cliente também, através de melhorias no tratamento de imagens, CSS e JavaScript. Filmei a palestra inteira com o Nokia N82, acho que ficou boa, mas ainda não tive tempo/saco para editar (o arquivo ficou enorme) e hospedar n’algum YouTube da vida. Prometo para ainda essa semana.

Às 17h, rolou outro bate-papo. Menos restrito que o primeiro, alguns não-usuários apareceram também. Apesar desse contra-senso, eles deram boas contribuições, e no geral, o bate-papo foi super interessante. Matt falou muita coisa sobre o WordPress em si, desde o desenvolvimento, como as coisas funcionam na Automattic, sua preferência entre Obama e McCain (preciso dizer?), dentre outras coisas.

Desse segundo bate-papo, algumas considerações que ele fez considero (mais) importantes, dignas de nota aqui. A primeira é que Matt é apaixonado pelo que faz. Isso era visível na forma como ele se refere ao WordPress e os produtos derivados, e como leva a sério a experiência de usuário, não só na questão de usabilidade e eficiência, mas em questões circunstanciais também, como o incentivo ao desenvolvimento e distribuição de aplicações grátis, e como isso é mais importante que dinheiro num primeiro momento. Numa frase, ele disse que “1 dólar não ganho é 1 dólar investido”, e n’outro momento, disse que “poderíamos cobrar pelo WordPress, e até ganhar muito num primeiro momento, mas a curva de adoção do sistema seria bem diferente do que ela é hoje”. Essa forma de tocar o negócio, vendo o open source com senso de oportunidade, sem aquela mentalidade cega e burra que move boa parte desse universo, fascinou todos os presentes, e foi um dos pontos altos da conversa.

A outra, meio off topic, é sobre o lendário cartão de visitas do Matt. Reza a lenda (confirmada por ele), que seu cartão só tinha escrita a frase “procure por Matt no Google”. Alguém questionou isso, ele riu muito, e depois disse que “o cartão está quebrado”. Ante a cara de “WTF?” que todos fizemos, ele deu uma explicação mais detalhada. Antigamente, esse realmente era o cartão dele. Mas aí houve uma mudança no domínio do seu blog (de photmatt.com para ma.tt), e isso o tirou da primeira posição do Google na pesquisa por “matt” - que, a propósito, hoje é ocupada pelo viajante do Where the hell is Matt?). Além disso, hoje o Google utiliza buscas regionalizadas, de modo que, dependendo de onde você se encontra no globo, os resultados podem sofrer alterações. Ou seja, não funciona mais. Mas vale como história, hehe.

Após esse bate-papo, rolou o momento tietagem, e eu, obviamente, não deixei a oportunidade passar:

Eu e o Matt

Rodrigo Ghedin e Matt Mullenweg.

Mesmo passando um perrengue para conseguir pegar o ônibus de volta, tendo encarado duas viagems desconfortáveis de oito horas cada em menos um dia e meio, me alimentado à base de barras de cereais e salgadinhos, e ter torrado uma nota com passagens, táxi e inscrição no evento, valeu muito. Foi extremamente gratificante conhecer pessoalmente o cara que criou a ferramenta que uso todo santo dia, há mais de três anos, e mais que isso, constatar, com meus próprios olhos e ouvidos, que trata-se de um sujeito comum, que vai a um evento grandioso vestindo calça jeans e calçando Havaianas, é bem humorado, faz piadinhas, é acessível e se orgulha do que faz.

Durante as conversas, falou-se muito num WordCamp Brasil. A julgar pela empolgação dos (poucos) WordPress users que compareceram ao evento, isso pode rolar, e pode rolar em breve. Seria uma ótima oportunidade de discutir e divulgar ainda mais o WordPress, e de quebra, trazer o Matt ao Brasil pela segunda vez. Afinal, ele adora WordCamps (amanhã ele parte para o WordCamp Argentina). E se o do Brasil for em Goiânia, então, aí é certeza que ele vem - piadinha interna, haha!

PS: aqui tem mais fotos - tem até foto do John “Maddog” Hall :D . Assim que receber outras, dos demais participantes do encontro, abastecerei essa pasta no Flickr.

PS2: ainda escreverei mais sobre a Latinoware, mas em meu blog pessoal. Provavelmente amanhã, mas de qualquer maneira, assim que o texto de lá sair, dou um update neste aqui.

Aniversário do Gravatar Por Érico Oliveira dia 12 de Outubro de 2008 às 9:48 am | Imprimir este post

Logotipo Gravatar

Logotipo Gravatar

Ontem completou um ano que a Automattic adquiriu o site Gravatar e em virtude disto Matthew Mullenweg publicou em seu blog alguns números a respeito do serviço. Como fiquei bastante impressionado com estes números resolvi postá-los aqui.

Atualmente o Gravatar possui 20 servidores web (2 para banco de dados, 1 de arquivos, 2 Load balancers, 5 para Caching, 9 servidores Web e 1 para desenvolvimento), esta combinação de servidores mantem uma média de 7.214 requisições por SEGUNDO todos os dias, gerando 623.293.056 por dia!! Impressionante não??!?!?!?

Já viu o WordPress.org ‘baleiar’? Por Rodrigo Ghedin dia 06 de Setembro de 2008 às 9:01 am | Imprimir este post

O verbo “baleiar” foi cunhado pela comunidade do Twitter, e quer dizer que o sistema caiu. A origem dele está na imagem que aparece quando o Twitter cai: uma baleia sendo carregada por pássaros:

A baleia do Twitter.

O Twitter 'baleiou'!

Yiying Lu, a designer que criou esse desenho, está faturando horrores com a venda de bugigangas baseadas nela em sua lojinha online, e ganhou até fã-clube! A coisa tomou tal proporção, que, hoje, “baleiar” é sinônimo de sair do ar por excesso de acessos.

O WordPress raramente “baleia”, mas às vezes acontece. Logo que o WordPress 2.6 foi lançado, quando o mundo inteiro fazia o download do instalador para atualizar seus blogs, eu tentei também, com o mesmo intuito. Só que, ao contrário da maioria, ganhei uma mensagem de erro. Confira-a:

WordPress 'baleiando'.

WordPress

A mensagem, relativamente rara, diz o seguinte:

[algo sem tradução, mas que quer dizer desaprovação]!

Alguma coisa deu errado com nossos servidores. Provavelmente é culpa do Matt [criador do WordPress].

Nós acabamos de ser notificados do problema.

Certamente isso será corrigido o quanto antes, então, recarregue a página num minuto e as coisas voltarão ao normal.

Não sei se há algo do tipo no WordPress.com, mas, se sim, tenho certeza que a mensagem deve ser tão bem humorada quanto à do WP.org :) .


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